Disfunção Erétil induzida pela pornografia

Este é o vídeo com a segunda palestra do Gary Wilson sobre o vício em pornografia desde uma perspectiva científica.

Essa segunda palestra trata do conteúdo que é abordado no 3º capítulo do nosso Ebook e é focada basicamente na Disfunção Erétil induzida pela pornografia e como isso tudo funciona.

Em conjunto com o primeiro vídeo, ela é a base para entender as causas do fenômeno do vício em pornografia, desde uma perspectiva científica e também o “como” parar.

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Abaixo, a transcrição do Vídeo.

Transcrição do Vídeo (Português):

Esta apresentação explora algumas ramificações do crescimento do cérebro adolescente que se desenvolve usando a “pornografia” na internet de banda larga.

Vamos começar com o fenômeno mais dramático que tem se manifestado hoje em dia em alguns jovens usuários de pornografia:

A Disfunção Erétil (DE) Induzida pela pornografia.

Alguns anos atrás alguns rapazes começaram a se queixar em diversos fóruns na internet sobre disfunção erétil crônica e inexplicável.

Todos eles eram usuários compulsivos de pornografia.

Espantosamente, a causa do problema deles parecia ser a pornografia na internet.

Por quê estou dizendo isso?

Porque  geralmente se recuperavam depois de aproximadamente dois meses sem pornografia, sem fantasia pornô, pouca ou nenhuma masturbação e orgasmo.

Eles chamam isso de “Reiniciar” ou “Resetar”.

Em Fevereiro de 2011, o professor de urologia Carlo Foresta observou o mesmo fenômeno na Itália.

Em uma publicação onde descrevia os resultados de uma grande pesquisa, ele disse:

“Começa com reações mais baixas aos sites pornôs.

Depois há uma queda geral na libido, e no final torna-se impossível conseguir uma ereção”.

Mais recentemente, um programa de TV sobre medicina popular nos Estados Unidos, Dr. Oz — falou sobre a DE induzida pela pornografia.

O urologista Andrew Kramer — o rapaz com a gravata vermelha — disse que a função erétil pode voltar em apenas um mês sem a prática da masturbação com a pornografia.

Contudo, o fenômeno da DE relacionada a pornografia tem mudado rapidamente. Os primeiros rapazes a reclamar do problema foram tipicamente magos da computação ou especialistas em TI.

Eles obtiveram a pornografia de internet banda larga antes de todos — e assim desenvolveram uma ejaculação demorada atípica ou DE durante o sexo. Alguns tiveram DE mesmo enquanto usavam a pornografia.

Quase todos tinham 20 e tantos anos ou mais.

Logo começamos a observar duas tendências inesperadas com a DE induzida pela pornografia:

1° uma enchente de jovens (vinte e poucos anos e adolescentes mais velhos) apareceram — com os mesmos problemas sexuais.

Rapidamente, eles se tornaram os visitantes mais presentes nos sites onde homens se queixavam de problemas sexuais causados pela pornografia.

2° Diferentemente dos rapazes mais velhos, que precisavam de 2 meses ou mais, os mais novos precisavam de 3 a 6 meses às vezes 9 meses ou mais para se recuperar da DE causada pela pornografia.

Outra diferença: rapazes mais velhos são normalmente curados completamente uma vez que sua ereção volta.

Os mais novos continuam vendo melhorias– mesmo depois da ereção já ter voltado.

Isto nos leva a uma pergunta óbvia: Por que um rapaz, de 50 anos, se recupera mais rápida e solidamente, do que um rapaz de 23 anos?

Especialmente quando alguém de 50 anos: USOU pornografia mais tempo do que um de 23 anos — algumas vezes por 30 anos ou mais.

E o de 50 anos tem menos testosterona.

Ele tem MENOS dopamina.

A Dopamina no cérebro age nas ereções e dirige a libido.

Tem vasos sanguíneos MAIS VELHOS. A principal causa da

DE orgânica é um fluxo sanguíneo inadequado.

Tem TUDO MAIS VELHO: nervos e músculos genitais.

Esta vai soar estranha — mas rapazes mais velhos podem até ter orgasmo durante seu “reboot” e isto não os leva de volta da forma que faz com os rapazes mais novos.

Então… por que um homem, de 50 anos, se recupera mais rápido e mais solidamente?

O Jovem gastou sua adolescência conectando sua resposta sexual à pornografia de internet banda larga e o homem de 50 não.

Considere isto um resultado natural do cérebro adolescente altamente maleável condicionando-se à pornografia de banda larga de hoje.

Agora, esta apresentação não é realmente sobre DE. É sobre condicionamento sexual. Contudo, a DE sem precedente em jovens é uma forte evidência que a pornografia da internet pode condicionar poderosamente a sexualidade.

Vamos  considerar o homem de 50 que se recuperou rápida e facilmente da DE causada pela pornografia.

Ao que ele conectou sua excitação sexual?

Ele iniciou sua carreira de masturbação com um catálogo de peça íntima, ou uma atriz, ou uma revista — se ele pudesse achar alguma ou como a grande maioria — usando a imaginação.

Talvez fantasiando sobre as garotas na escola.

Se você tem 12, 13, 14 — e nunca teve uma experiência sexual, sobre o que você vai fantasiar ao se masturbar?

Se você cresceu nos anos 70 — talvez um beijo em uma garota da sua classe. Uma garota tocando você. Talvez imaginasse Farrah Fawcett.

Tudo apropriado para a idade.

Hoje — a imaginação de um garoto de 13 anos é substituída por vídeos “hard-core” com pessoas envolvidas em todo tipo de loucura.

Nenhum deles é apropriado para a idade — talvez não seja apropriado para qualquer idade. E pouco se assemelha a encontros sexuais reais.

Em vez de conectar sua excitação sexual a pessoas reais, o adolescente de hoje se encontra frequentemente na frente de uma tela.

E ele está conectando os circuitos sexuais de seu cérebro a…

FICAR SOZINHO em seu quarto

VOYEURISMO — em vez da participação

Constantemente à procura — pela próxima coisa, e pela próxima…

Múltiplas abas abertas — talvez 10, 20 — cada uma com um vídeo de 3 minutos de alta definição.

Ao choque e à surpresa — sabemos como os meninos adolescentes adoram ver coisas pesadas.

MÚLTIPLAS ESTRELAS PORNÔS POR SESSÃO — ou por vídeo!

À FETISHES — de todo tipo imaginável e inimaginável.

Isto é mais ou menos como tentar aprender jogar futebol com arremessos livres em uma cesta de basquete.

Mas é mais do que apenas treinar para o esporte errado.

Usar pornografia é substituir a habilidade destes rapazes  de jogar o esporte que eles realmente querem aprender.

A citação a seguir destaca a diferença chave entre o condicionamento sexual do nosso jovem de 23 anos e o homem de 50.

“Tenho 25 anos agora mas tenho internet de banda larga e comecei a ver vídeos pornôs desde que tinha 12 anos.

Minha experiência sexual é muito limitada e nas poucas vezes que fiz sexo foi totalmente decepcionante: não tive ereção.

Estive tentando parar por 5 meses e finalmente consegui.

Eu entendo que fui condicionado a ponto que meu estímulo sexual está profundamente ligado à tela do computador.

As mulheres não me excitam a não ser que esteja em 2D e atrás da tela do vidro do meu monitor”.

Agora, voltemos ao que o homem de 50 anos e o de 23 tinham em comum.

Como eu disse, a dopamina é a grande responsável da libido e das ereções.

Tanto no velho como no jovem, a DE causada pela pornografia parece estar relacionada à REDUÇÃO DO SINAL DE DOPAMINA.

Ou seja, há menos dopamina liberada, e menos receptores de dopamina. UM dos termos usado pra isso é “dessensibilização”.

A redução dos sinais de dopamina, ou dessensibilização, é uma das maiores mudanças cerebrais causada pelo vício.

O percurso púrpura é uma figura simplificada do circuito de recompensa.

A dessensibilização e muitas outras mudanças cerebrais relacionadas ao vício ocorrem aqui.

Este antigo circuito é compartilhado por todos os mamíferos.

Seu propósito é nos estimular a repetir os comportamentos que perpetuam nossa sobrevivência ou a sobrevivência de nossos genes — tais como comer e claro, o sexo.

Ele faz isso com a ajuda da dopamina.

Veja como a dopamina age nas ereções.

Quando você está sexualmente excitado, o ponto vermelho  — o coração do circuito de recompensa — dispara… e envia sinalizações de dopamina para o Hipotálamo (o ponto azul)

Os “centros de ereção” no hipotálamo enviam fluxos de sinalizações descendo pela medula espinhal para o pênis — produzindo, e mantendo uma ereção.

Aqui está o ponto chave: se a sinalização de dopamina está bem abaixo do normal tanto no ponto vermelho — chamado Núcleos Accumbens ou no hipotálamo — a mensagem, é fraca. E assim também serão as ereções.

Um novo estudo italiano confirmou esta hipótese.

Cientistas confirmaram dois grupos de homens com disfunção erétil:

Primeiro: Homens com uma causa física óbvia.

Segundo: Homens  sem qualquer causa física conhecida.

O grupo de homens sem uma causa conhecida tinha menos massa cinzenta — que significa menos conexões nervosas.

Sabe quais partes do cérebro estavam afetadas?

O CENTRO DE RECOMPENSA — em vermelho

O HIPOTÁLAMO — em azul

Menos massa cinzenta se traduz em MENOS SINALIZAÇÃO de dopamina — QUE É a dessensibilização que tem um papel importante nos problemas sexuais causados pela pornografia.

Se a dessensibilização fosse o único fator em DE causada pela pornografia os rapazes mais novos se recuperariam muito mais rápido que os mais velhos.

Então estamos de volta a OUTRO FATOR: o condicionamento sexual que acontece naturalmente durante a adolescência quando o cérebro está afiado para aprender tudo sobre reprodução.

Que é o objetivo desta apresentação, “Cérebros” e não “pênis”, então, de volta para o cérebro!

A neurobiologia do condicionamento sexual gira em torno de um detalhe crucial:

As células nervosas que disparam juntas, permanecem juntas.

Para o cérebro adolescente, isto significa conectar a excitação sexual experimentada no circuito de recompensa com aquilo que a causou.

Assim devemos perguntar: “Qual o impacto destes novos estímulos sexuais modernos — a pornografia na internet durante esta JANELA CRÍTICA de desenvolvimento cerebral?”.

Eu digo “critico” porque as pesquisas estão revelando que é surpreendentemente fácil condicionar a sexualidade em mamíferos jovens.

E a experiência de muitos dos jovens usuários depornografia de hoje está confirmando esta pesquisa.

Considere esta pesquisa, registrada no estudo sobre condicionamento sexual de Jim Pfaus:

“Quem, O Que, Onde, Quando (e talvez até mesmo Por Quê)…

Como a experiência da recompensa sexual conecta o desejo, a preferência e a performance Sexual”.

Eu chamo esta experiência de — “Então é ASSIM que você faz?”

Cientistas apresentaram uma fêmea receptiva a um macho e então, um minuto depois, arrancaram-na da jaula dele.

Com repetições suficientes, isto condicionou o jovem macho a ejacular muito mais rápido do que o normal.

Como os ejaculadores rápidos se comportaram quando lhes foi dado todo o tempo do mundo? Eles continuaram ejaculando rápido!

O ponto chave — o condicionamento SEXUAL PRECOCE  permaneceu mesmo quando as circunstâncias mudaram.

Como este mesmo condicionamento sexual afeta machos experientes que aprenderam o sexo em velocidades normais?

Obviamente, eles aprenderam a ser ejaculadores rápidos, mas isto FOI TEMPORÁRIO.

Uma vez que tiveram a chance de ter acesso às fêmeas sem qualquer interrupção, os machos experientes retornaram aos seus hábitos normais de acasalamento.

Se ficar preso ao computador é a resposta para a pergunta: Então é assim que você faz?

O condicionamento sexual precoce explica porque jovens com DE causada pela pornografia precisam de mais tempo pra se recuperar?

Ouça um rapaz no início dos seus 20 anos:

“Alienígena é a palavra que eu usaria para descrever como me senti quando tentei fazer sexo com mulheres de verdade.

Pareceu artificial e estranho pra mim.

É como se eu estivesse tão condicionado a sentar em frente à tela desejando, que minha mente considera isso como sexo normal em vez de sexo real de verdade”.

Aqui vai outra experiência:

Eu chamo esta de — “O Que era Aversivo Tornou-se Erótico”

O pesquisador Jim Pfaus borrifou em ratazanas o odor de carne podre — conhecido como “cadaverina”

Normalmente, ratos evitam carne podre.

É inato; não é um comportamento aprendido.

Eles enterrarão companheiros mortos e pinos de madeira embebidos em cadaverina.

Em seguida, ele colocou estas fêmeas malcheirosas mas no cio, nas jaulas com machos jovens e virgens.

Com a aumento da dopamina, os machos virgens acasalaram e ejacularam várias vezes.

Poucos dias depois, os ratos jovens foram colocados em uma jaula com fêmeas de cheiro natural e fêmeas “cheirando à morte”.

Os machos condicionados à cadaverina acasalaram tanto com as fêmeas de CHEIRO NORMAL quanto com as fêmeas MALCHEIROSAS.

Quando machos normais sem o condicionamento tiveram pleno acesso aos dois tipos de fêmeas eles nem chegavam perto das fêmeas que cheiravam à morte.

Quão profundo era o condicionamento?

Poucos dias depois, os ex-virgens condicionados receberam pinos de madeira embebidos em cadaverina.

Eles brincaram com eles, roeram um pouco — exatamente como fariam se os pinos tivessem sido encharcados em alguma coisa que eles normalmente adoram  como chocolate ou secreções vaginais.

“Esta descoberta pode ter implicações em relação à formação de parafilias sexuais em humanos que poderiam tê-las visto como aversivas”.

Pfaus está dizendo que as primeiras experiências sexuais tem o poder de produzir uma ligação a todo tipo de fetiche incluindo coisas que normalmente seriam repugnantes.

Isto também poderia explicar como alguns usuários de pornografia acabam desorientados ou angustiados pelo tipo de pornografia na qual chegaram em sua busca por mais e mais estímulos.

Os próximos dois rapazes a seguir descrevem seus fetiches sumindo depois que eliminaram a pornografia….

Primeiro rapaz: “Eu olhava a pornografia bizarra quando me masturbava — pornografia que me deixava enojado depois de assisti-la.

O cérebro sempre busca mais pornografia extrema.

Não acho que aquilo era fetiche de verdade porque se aquelas coisas acontecessem de verdade na minha frente eu sairia do quarto.

Eu jamais vou voltar à pornografia novamente, porque depois da minha última recaída, levou apenas duas semanas para sair da pornografia ‘normal’ e voltar a pornografia realmente bizarra”.

Segundo rapaz: “Estive envolvido com humilhação e escravidão feminina desde meu segundo ano do ensino médio.

Arruinei alguns relacionamentos por causa disso. Desde que parei, já se passaram semanas em que isso sequer vem à minha mente”.

Realmente esses rapazes talvez nunca tiveram certeza sobre seus verdadeiros interesses até terem deixado a pornografia.

O que está por trás da aquisição de certos gostos pornográficos?

— Parece ser o CONDICIONAMENTO SEXUAL.

Qual é a força motora por trás do condicionamento sexual?

Todas as evidências apontam para a Dopamina.

Esta experiência realmente nos mostra o PODER DA DOPAMINA no condicionamento sexual

Nela um rato macho virgem pode ser CONDICIONADO a preferir um parceiro do mesmo sexo.

Pesquisadores injetaram no rato uma droga que imita a dopamina — deste modo imitando o prazer da excitação sexual e então o colocaram em uma jaula com outro macho.

Os dois ratos ficaram juntos por um dia, que é o tempo que leva para a droga sair do organismo.

Os pesquisadores repetiram este processo mais duas vezes, separados por 4 dias.

Poucos dias depois, o macho recondicionado teve a opção de escolher.

Sem droga alguma no organismo, ele entrou em uma jaula com acesso ao seu colega macho e a uma fêmea cheia de desejo sexual.

Adivinhe qual dos dois o deixou mais excitado…

Ele demonstrou muito mais reposta PARA O MACHO: mais ereções, mais investigação genital, e até solicitações ao estilo de uma fêmea — em oposição ao comportamento normal do macho de montar sobre.

Os pesquisadores disseram que o rato não era gay, porque ele não tentou montar sobre o outro rato.

Você pode achar surpreendente — mas alguns usuários de pornografia relatam uma escalada, depois de um tempo, a um tipo de pornografia que não condiz com suas orientações sexuais inatas.

Veja estes dois rapazes por exemplo:

Primeiro: “Eu costumava pensar que era bissexual com fetiche por pés — hoje isso me enoja. Eu sou hétero e gosto de mulheres, não de pés.

Sem ofensa a qualquer um que tenha qualquer outra preferência.

Alguém mais sente que a parte de seu cérebro com todos estes fetiches está simplesmente indo embora?”

Segundo: “Eu fiquei viciado em pornografia na internet na minha adolescência — o sexo gay para mim é muito normal e natural, mas perdi interesse nisso depois de um tempo.

Fiquei interessado em pornografia hétero e me peguei perdendo interesse cada vez mais na anatomia masculina e me vi desenvolvendo um fetiche pela genitália feminina.

Decidi parar de ver pornografia — e depois de algum tempo, eu posso felizmente dizer que meu fetiche por mulheres desapareceu.

O sexo gay voltou a ser o normal para mim”.

Suas orientações inatas não tinham mudado, mas o reforço constante debaixo de um estado alto de dopamina alterou o tipo de pornografia que os excitava.

Adquirir novos fetiches pornográficos ou gostos não é tão incomum.

Em 2012, aproximadamente 1500 rapazes responderam a uma longa pesquisa no popular site Reddit.com

Como você pode ver, 56% deles responderam que seus gostos pornográficos tinham se tornado “progressivamente extremos ou depravados”. 24% estavam incomodados com isto; 32% não estavam.

O psiquiatra Norman Doidge explica o que estava acontecendo:

Isto é do seu best-seller “O Cérebro que se Transforma”:

“O conteúdo que os pacientes achavam excitante mudava quando os websites introduziam temas e roteiros que alteravam seus cérebros sem que tivessem consciência.

Porque a plasticidade é competitiva, o cérebro traça planos pelo aumento de imagens novas e excitantes às custas do que os atraía inicialmente”.

Aqui está uma boa maneira devisualizar o comentário de Doidge:

Acrescentar a pornografia de internet à mistura cria circuitos sexuais competitivos. É um tipo de “seleção natural”.

Certamente Jéssica da escola é bonita, mas se um garoto de 13 anos está se masturbando todo dia com orgias ou dupla penetração “os circuitos de Jéssica” terão dificuldade em se manter.

Eis o porquê: Ele não está se masturbando com pensamentos sobre Jéssica, e sim com a pornografia.

Seu cérebro está constantemente reforçando o estímulo que ele associa à masturbação e ejaculação.

Lembre-se — as células nervosas que disparam juntas, permanecem juntas pode ser cadaverina + ejaculação ou vídeos “hard-core” + masturbação.

Esta seta amarela é mais do que apenas um desenho…

Aquelas linhas vermelhas são circuitos nervosos ficando mais fortes e mais eficientes.

Em outras palavras, as células nervosas que disparam juntas… estão ficando juntas.

 

E o que as ajuda a permanecerem juntas, e facilita o condicionamento sexual, é uma molécula peculiar chamada DeltaFosB.

Mas eu não disse que a dopamina era a força motora por trás do condicionamento sexual?

E é! Os surtos de Dopamina são os gatilhos para o circuito de recompensa produzir DeltaFosB e a DeltaFosB acumula em proporção à quantidade de dopamina liberada.

Esta imagem mostra como a DeltaFosB acumula com o consumo compulsivo.

O que é peculiar sobre a DeltaFosB é que ela permanece no cérebro por um longo período.

À medida que os níveis de DeltaFosB sobem

Ela reconecta o cérebro para querer “aquilo” — não importa o que “aquilo” seja.

Isto pode criar um PROCESSO CÍCLICO — que leva do querer ao fazer e mais surtos de dopamina, que engatilham a produção de mais DeltaFosB… e assim por diante.

De forma simples: O Trabalho da DeltaFosB é nos fazer lembrar e repetir.

Sua mensagem é: “Esta atividade é realmente, realmente importante, e você deve faze isso de novo e de novo”.

DeltaFosB realiza isso fazendo as conexões entre asIMAGENS, SONS, EMOÇÕES, SENSAÇÕES e MEMÓRIAS  associados a uma grande recompensa como o clímax, CRIANDO UM CIRCUITO que pode explodir nosso centro de recompensa.

Quando ativado, este circuito cria sentimentos de vontade ou mesmo de ânsia.

Uma analogia: a Dopamina é como o mestre de obras sobre uma equipe responsável na edificação de uma rodovia e os operários são como a DeltaFosB.

Dopamina grita as ordens dizendo “Conectem estas coisas juntas como uma experiência só”.  Mas a DeltaFosB é quem constrói as rodovias.

Aqui está a chave: Muito tempo depois da DeltaFosB desaparecer, os circuitos da vontade permanecem.

ASSIM COMO as rodovias permanecem depois da equipe de construção partir para o próximo trabalho.

Estas rodovias ou circuitos cerebrais explicam porque as primeiras experiências sexuais podem ter um efeito poderoso e duradouro.

Onde mais este mesmo processo acontece?

Acontece com todos os vícios!

O consumo compulsivo de drogas ou de recompensas naturais mantém os níveis de dopamina elevados que leva ao acúmulo de DeltaFosB e reconecta os caminhos cerebrais para ansiar por isso.

Por exemplo — Muito tempo depois que um alcoólatra fica sóbrio, UM GATILHO pode ativar um velho caminho do vício que causa a ânsia e é o mecanismo por trás das recaídas.

SENSIBILIZAÇÃO é o termo técnico para a construção destes caminhos do vício profundamente arraigados.

Como você pode ver pelo estudo de 2001, é sabido já a certo tempo, que a DeltaFosB é a chave mestra para o vício.

Mas obviamente, a chave DeltaFosB não evoluiu para nos ajudar a sermos viciados nas coisas.

Como vários estudos posteriores descobriram — A verdadeira função da DeltaFosB é instigar os animais a buscar por comidas com muita gordura e muito açúcar e oportunidades sexuais.

Isto sim, faz sentido evolutivo.

O que também faz sentido evolutivo é um adolescente aprender rapidamente tudo sobre sexo e lembrar os detalhes Para que possa aumentar suas chances quando uma oportunidade surgir.

Em 2010, vários outros estudos afirmaram que a DeltaFosB estava por trás das mudanças cerebrais e comportamentais que acontecem no condicionamento sexual.

E no início deste ano — este estudo colocou tudo isso junto “Recompensas naturais e baseadas em drogas não apenas convergem no mesmo caminho neural elas convergem nos mesmos mediadores moleculares e provavelmente nas mesmas células nervosas para influenciar a ‘vontade’ pelos dois tipos de recompensas”

Isto significa que a ânsia por drogas viciantes ou por sexo ou pornografia tudo isso se liga aos mesmos mecanismos e caminhos cerebrais  –  com a DeltaFosB dirigindo o ônibus.

Isto também significa que os vícios comportamentais existem e compartilham os mesmos mecanismos fundamentais e mudanças cerebrais que os vícios em drogas.

Isto significa que o condicionamento sexual é exatamente como um vício? Não, não é.

O Condicionamento sexual é um processo natural que todos os adolescentes experimentam; o vício é uma patologia.

Contudo, a DeltaFosB é comum às duas situações.

Suas instruções são para lembrar e repetir os comportamentos de recompensa — seja FUMAR UM CIGARRO ou FAZER SEXO com uma fêmea que cheira à morte ou navegar na internet em suas pornografias favoritas.

Se um adolescente está assistindo a muita pornografia na internet em que ponto o condicionamento sexual sai de cena e entra o vício pela pornografia?

NÃO HÁ resposta fácil, pois os dois compartilham mecanismos cerebrais em comum.

 

Rapazes mais velhos podem frequentemente dizer quando eles escorregam para o vício pois eles sabem o que era “normal” para eles antes da pornografia pela internet ter chegado.

Se um jovem de 23 anos só conhece o uso regular da pornografia DESDE OS 12 ANOS como ele saberá que está cruzando a linha para o uso compulsivo?

Agora que os vídeos hardcore estão disponíveis para qualquer idade, a humanidade entrou em um novo paradigma.

Obviamente, a pornografia na internet não é sexo, mas ela certamente ativa nossa resposta interna de dopamina ao estímulo sexual

Todas às vezes!

Além do estimulo sexual, a pornografia na internet tem propriedades peculiares que podem manter o surgimento da dopamina.

A novidade, a procura, o material chocante ou surpreendente todos elevam a dopamina independentemente uns dos outros.

Assim que a dopamina começa a baixar você pode clicar na próxima imagem ou vídeo.

E a alavanca novamente — você não pode fazer isso com uma revista Playboy ou um DVD alugado.

Alguns usuários mantém este estado de alta excitação — o que significa dopamina alta — por horas, adiando propositalmente a ejaculação.

Muitos usam a pornografia sem se masturbar: assistem em aviões no trabalho, em bibliotecas, ou em seus smartphones na escola ou talvez eles comecem depois do jantar e naveguem em busca de pornografia até que adormeçam às 2h da manhã.

Não apenas o conteúdo da pornografia evoluiu para ser cada vez mais extrema, mas também o sistema de distribuição a pornografia agora é onipresente, livre e acessível para todas as idades, a qualquer hora.

O que nos traz ao segmento da população mais entendido em termos de tecnologia:

Os Adolescentes! Há um elefante na sala, sobre o qual AINDA não discutimos o suficiente.

Este elefante é o cérebro adolescente!

Um cérebro adolescente não é simplesmente um cérebro adulto com menos experiência.

É anatomicamente, bioquimicamente, fisiologicamente diferente ao cérebro de uma criança ou ao cérebro de um adulto.

Estas diferenças estão em duas categorias principais:

A PRIMEIRA é um desequilíbrio de força entre as partes que buscam excitação pertencentes ao cérebro primitivo e nosso cérebro racional mais evoluído.

A SEGUNDA é uma explosão de novas conexões cerebrais seguida por uma rápida poda e reorganização.

Vamos começar com a primeira característica.

Durante a adolescência um desequilíbrio temporário se desenvolve.

A parte do cérebro do “sexo, drogas e rock&roll” está sobrecarregada — esta parte é o Circuito de Recompensa.

Ao mesmo tempo a parte do cérebro que diz “vamos pensar um pouco sobre isto” AINDA está em construção.

De fato, esses lobos frontais não alcançarão a plena maturidade até por volta dos 25 anos.

Como o circuito de recompensa adolescente produz sinais mais fortes de “vá atrás disso”?

PRIMEIRO — o cérebro adolescente esguicha muito mais dopamina do que um cérebro adulto.

SEGUNDO — A sensibilidade cerebral à dopamina e às outras neuroquímicas excitantes é significativamente mais alta.

E atinge seu pico aos 15 anos.

Esta combinação de mais dopamina e mais receptores de dopamina põe a busca por novidades nas alturas.

De fato, um estudo descobriu que os cérebros adolescentes respondem a qualquer coisa que percebam ser excitante de duas a quatro vezes mais que a ativação do circuito de recompensa dos adultos.

Os cérebros adolescentes não estão somente bombeando mais dopamina e outros neuroquímicos de recompensa mas também produzem níveis mais altos de DeltaFosB.

Como nós já vimos, a DeltaFosB está no coração do condicionamento sexual.

Um dos resultados de altos níveis de dopamina e DeltaFosB é que os adolescentes são muito mais vulneráveis aos vícios do que os adultos.

Os adolescentes também tem sinais “de pare” mais fracos.

Infelizmente, os hormônios sexuais que iniciam a sensibilidade do adolescente às excitações não fazem coisa alguma para acelerar o desenvolvimento do lobo frontal.

O lobo frontal CONTROLA os impulsos, INIBE o comportamento inapropriado, e PESA as consequências das ações.

Um cérebro adolescente é como um carro com um motor de Ferrari e os freios de um Fusca.

Nisto, impulsos vindos do circuito de recompensa altamente potencializados podem esmagar o lobo frontal subdesenvolvido.

Adolescentes frequentemente baseiam suas escolhas em impulsos emocionais e têm dificuldade em perceber as consequências do “vá atrás disso”.

Novamente, isto não é acidente.

Este desequilíbrio de poder tem um propósito evolutivo.

Todos os mamíferos sociais exibem as mesmas características durante a adolescência.

Aumenta a responsabilidade do risco e Aumenta a busca por sensações.

Todos animais ficam inflamados com o sexo; deixam o lar; exploram novos territórios e acabam achando companheiros fora do seu grupo.

O propósito: desencorajar endogamia

Hoje, os humanos adolescentes — impelidos pelos mesmos estímulos — encontram riscos que nunca evoluíram para enfrentar: motocicletas, carros rápidos, drogas de recreação, video games, comida que não é saudável e claro… pornografia na internet.

A segunda maior característica de um cérebro adolescente é uma explosão de novas conexões

nervosas durante o início da adolescência (Talvez de 50 a 100 bilhões), que é seguida

por uma rápida poda e reorganização.

Assim, o cérebro começa a se retrair depois dos 11 anos — mas suas funções tornam-se gradualmente mais ordenadas e eficientes.

Este processo permite um adolescente aprender tudo sobre o ambientee se conectar em novas experiências e memórias importantes usando o princípio “disparam juntos, permanecem juntos”.

Para entender isto melhor pense na formação de caminhos ou sulcos no cérebro.

Quanto mais você toma um novo caminho mais fácil ele fica.

Estes “sulcos” tornam-se MEMÓRIAS, HABILIDADES HÁBITOS e até mesmo meios de superação.

O ponto chave é que você é mais propenso a usar um caminho estabelecido — mesmo que você não queria.

Ele se torna a rota de menos resistência Um dos maiores experts sobre cérebros adolescentes, Jay Giedd, descreve este processo como o princípio do “use-o” ou “perca-o”:

As células e conexões que são usadas irão sobreviver e florescer.

As células e conexões que não são usadas irão murchar e morrer.

Então se um adolescente está envolvido com música ou esportes ou estudos estas são as células e conexões que estarão mais fortemente conectadas.

Se eles ficam deitados no sofá ou ficam jogando vídeo games ou assistindo MTV, estas são as células e conexões que sobreviverão…”

Não há dúvida de que as células e conexões para a sexualidade irão sobreviver e florescer durante a adolescência.

A questão é — que tipo de entrada moldará estes circuitos?

Apenas pondere a enorme diversidade dos ambientes e costumes aos quais os adolescentes se adaptaram ao longo dos anos.

Esta adaptabilidade funcionava bem para uma vasta rede de costumes e práticas sexuais envolvendo parceiros reais.

Hoje, CONTUDO, os caminhos sexuais do cérebro de um jovem de 13 anos podem estar moldados por pixels “hard-core” e por constante novidade — talvez anos antes do seu primeiro encontro sexual, ou mesmo seu primeiro beijo.

Clicar em um mouse SUBSTITUIU o abandono da tribo em busca de parceiros férteis na savana.

Enquanto grudados à tela, um jovem não está aprendendo as habilidades de cortejar ou interagir com parceiras em potencial a própria tarefa para a qual os adolescentes evoluem.

E seu cérebro não está conectando suas respostas sexuais ao flerte, feromônios, ou parceiras tridimensionais de proporções normais.

Conclusão — Como Jay Phelan, professor de biologia da UCLA e coautor do livro Genes Malvados, diz:

“Todos os estímulos excessivos do circuito de recompensa que não são os comportamentos para os quais originalmente ele evoluíram são problemáticos.

Como o crack e rosquinhas açucarados a pornografia na internet é outra manifestação de incompatibilidade.

O fenômeno do nosso mundo moderno desviar-se do mundo para o qual nos adaptamos pela evolução Isto ainda não é apropriadopara a pornografia da internet”.

Obrigado por terrem ouvido. A ciência por trás esta apresentação pode ser encontrada em:

www.yourbrainonporn.com.