A jornada rumo à vitória

Introdução

Insatisfação. Tristeza. Culpa. Era assim que eu me sentia toda vez que acabava uma sessão de punheta + pornografia, acreditando piamente que eu conseguiria encontrar, de alguma forma, a felicidade, me masturbando. E com isso eu tentava buscar a felicidade e a plenitude de minha vida em um vício que, ao invés de me agregar valores importantes, contribuiu apenas para degradá-la. Estava eu envolto sobre uma capa de mentiras e histórias para boi dormir, que eu escutava tanto da grande mídia, quanto de alguns amigos meus, e até mesmo de meu pai. Eram histórias como: “ah, pornografia não faz tão mal assim, cara”, “Pornografia faz bem sim!”, “não faz mal nenhum só dar uma olhadinha”, “você não gosta de mulher não, é, cara ?!”, “se não matar o desejo, sua bilola vai explodir”.

O mundo nefasto da pornografia entrou em minha vida quando eu tinha aproximadamente 11 para 12 anos, quando comecei a descobrir a masturbação, e intensificou-se ainda mais quando alguns amigos meus me apresentaram sites como Redtube e Xvideos, mais ou menos enquanto eu cursava o atual 7º ano Fundamental (antiga 6ª série), e diziam-me que eram sites de “joguinhos”. Lembro também, claramente, que eu tinha curiosidade, creio eu natural, para ver mulheres peladas, e os vídeos pornôs seriam uma ótima oportunidade naquela época de ver mulheres super gostosas e ter prazer com isso. Afinal, todo menininho, quando tem aula de natação, fica subindo no vestiário das meninas para ver se consegue ver alguma amiga pelada. Era isso pelo menos o que nós fazíamos. Tentávamos e tentávamos subir nos muros, sem ser vistos pelos professores. Eram bons tempos, pois estávamos curiosos em descobrir o sexo, o mundo das “mulheres”, o prazer sexual, e fazíamos isso com uma certa inocência. E a pornografia, para mim, mostrava-se, naquele momento, como essa válvula de escape da curiosidade sexual. Algo que, teoricamente, seria bastante normal e que não poderia fazer qualquer mal.

Minha mãe, porém, me dizia para ter cuidado com alguns sites na internet, informando-me que nem todos os sites faziam bem para mim. Em outras palavras: ela estava falando da pornografia. Só cheguei a essa conclusão bem mais na frente, quando me dei conta do mal que a pornografia fazia em minha vida e me lembrei que minha mãe já tentara me alertar sobre o lado ruim da internet. Sendo assim, a curiosidade batia em meu coração, mas ao mesmo tempo que eu sentia vontade de acessar esses sites pornôs que me foram apresentados, eu sentia uma certa repulsa por aquilo. Era claramente um misto de emoções, misto de fazer o que se quer e fazer o que a consciência pede.Mas o vício deve ter falado mais forte, só pode! Eu acessava os vídeos, e achava aquilo bom, pois ora, eu estava num hárem com milhares de mulheres sem precisar sair de minha casa! Era o paraíso que todo homem (ou menino) queria para sua vida. Mas antes da internet chegar em minha casa, abrindo-me tamanha possibilidade de ver tantas mulheres, eu me deleitava com aquilo que tinha. Vários sábados eu fingia para minha mãe que estava dormindo, mas madrugava acordado esperando o Cineprivê da Band começar para ver algumas poucas mulheres peladas, em comparação com as milhares de mulheres que a pornografia em Full HD nos exibe hoje. Armazenava algumas fotos de baixa qualidade no meu celular, e tremia de medo se alguém quisesse ver o que tinha no meu celular. Escondia alguma fotos de mulheres de biquini, pegava revistas da Avon, e quando pintasse oportunidade certa (tempo ocioso e solidão), eu iria me masturbar. E quase sempre as sessões eram antes de dormir, acreditando eu que estivesse fazendo algo para relaxar. Ledo engano! Eu vivia, portanto, acreditando que a pornografia e a masturbação eram saudáveis para mim, ou pelos menos não faziam tão mal assim. E assim sobrevivia. Cheguei a ter um namorinho de 35 dias (lembro-me bem, afinal, foi o primeiro ahsuahs), também na 6ª série, com uma gaúcha desenrolada e simpática, que eu tinha uma queda por ela e ela uma queda por mim. Mas eu não sabia bem como me comportar diante de um relacionamento, e acabei por terminar o namoro com ela, por achá-la muito saidinha com os outros meninos. Depois desse primeiro “relacionamento”, eu comecei a preferir ficar solteiro do que ter que investir em um relacionamento e ter que cuidar dele todos os dias. E solteiro eu fiquei até o 2º ano do Ensino Médio, quando tive um outro namoro, já mais sério. E aqui entra a tal da Pornografia na história: durante todo esse período de solteiro, ela apresentava-se para mim como um modo de eu ter mulheres, sem, realmente, ter uma mulher. Como minha desenvoltura nas baladas não era lá essas coisas, ficar com várias meninas era um pouco complicado, a menos que eu aprendesse sobre o assunto; ao mesmo tempo que eu queria ficar com várias meninas, eu me acomodava na zona de conforto e podia ter o que eu queria sem precisar me esforçar e sair de minha casa. Eu tinha os sites pornôs, e aparentemente eles eram melhor do que uma mulher real. E essa tal da zona de conforto é uma desgraça. Cheguei a ter algumas paixões, mas eram apenas platônicas, pois nunca se concretizaram em relacionamentos. Nesse meio termo eu passei então aproximadamente uns 4 anos solteiro e sem ficar com nenhuma menina.

Quatro anos solteiro, e igualmente aproximadamente quatro anos me deleitando com pornografia, e cada vez mais acabando com minha vida, sem saber. Tive um outro namoro e, diferentemente do que eu ouvia falar, que quando eu arranjasse uma mulher a pornografia ia parar, eu continuava a me masturbar e consumir pornografia. E a minha escalada de gêneros pornográficos era sempre presente. Começava por vídeos de lésbicas, que eu julgava ser uma pornografia leve, que não afetaria tanto meu cérebro, mais logo logo estava em categorias de sadomasoquismo, pois a dopamina no meu cérebro já não estava sendo suficiente. E eu me sentia muito mal ao consumir pornografia enquanto namorava, pois eu sempre procurava respeitar muito a dignidade de minha ex-namorada, respeitando-a e tratando-a sempre bem, mas vez ou outra eu me pegava em uma sessão de pornografia. Também não continuei com ela, e não sei se pela mesma incapacidade de manter um relacionamento mais duradouro, de investir meu tempo em um relacionamento, ou se ela realmente não fazia meu tipo.

O fundo do poço

Em alguns momentos eu tinha uma ligeira impressão que a pornografia realmente fazia um mal para mim, mas ainda assim eu tinha pessoas a minha volta que me diziam o contrário: “ah, pornografia não faz tão mal assim, cara”, “Pornografia faz bem sim!”, e outros.”. Eu também não tinha coragem de conversar com minha mãe sobre isso, pois era como se existisse um bloqueio em mim, ainda que ela fosse completamente aberta para conversar comigo sobre qualquer coisa.

Era o dia 24 de setembro – dia de sábado – do ano de 2016. Lembro-me bem pois é algo marcante para quem está viciado e no fundo do poço. Nesse dia meus pais [leia-se minha mãe e meu padrasto] não estavam em casa, tinham saído para algum evento religioso aqui próximo. Então estava eu aqui sozinho em casa, sem uma rotina estipulada das coisas para fazer naquela tarde, portanto eu estava teoricamente livre e sem ter o que fazer.

Como eu já vinha me masturbando há muito tempo, com uma frequência de quase todos os dias, eu vi nesse tempo livre a oportunidade de aproveitar e me deleitar na Pornografia [eu achava que eu ia “aproveitar”/”deleitar” alguma coisa…]. Na realidade o meu desejo era poder relaxar, uma vez que eu estava com o desejo de bater uma punheta vendo um vídeo pornô “legalzinho”, e dar vazão à essa vontade, e logo depois, na minha concepção, eu iria estar mais calmo para poder estudar, pensar na vida e fazer as minhas atividades. Não foi assim que aconteceu.

Na primeira masturbação, eu senti um certo alívio, mas o problema é que o desejo de se masturbar com pornografia não acabava, e eu tive vontade de me masturbar mais uma vez, afinal eu estava sozinho em casa, não tinha ninguém para me vigiar [tinha apenas meu cachorro haha] e eu podia “aproveitar” para bater quantas punhetas quisesse. Antes de partir para a segunda masturbação, eu parei, pensei um pouco comigo, e disse: “Rapaz, já batesse uma punheta, pra quê outra? Já não foi suficiente?”. Resposta: não foi suficiente. Na tentativa de relaxar, eu acabei ficando ainda mais ansioso, e ao invés de sentar para estudar, pois ia ter uma prova na semana seguinte, aquela vontade de se masturbar novamente passava por minha cabeça, me atordoando. Depois de uns 20 minutos, fui me masturbar novamente, no mesmo site pornô, com várias abas abertas, consumindo conteúdos de pornografia pesados (muitas vezes em HD), que não condiziam com o que eu acreditava que fosse uma relação sexual.

Esse dia, para mim, foi o fundo do poço. Não foi apenas esse dia, nem foi apenas ter me masturbado praticamente duas vezes seguidas. Foi uma série de eventos que aconteciam, e que eu via estarem totalmente associados com o consumo de Pornografia. Eu apenas não possuía o esclarecimento que o aparato científico e os que o e-book, o blog do Magrão, do Toguro e o site do Projeto nos dão . Conto aqui para vocês…

O mal que a pornografia faz. Primeiro ponto.

Minha primeira suposição de que a Pornografia estava fazendo um mal em minha vida veio quando eu entrei na faculdade, em 2015. Nessa fase de minha vida, eu já tinha tido uma tentativa de parar – sem conhecer o Método Como Parar – na qual eu fiquei aproximadamente 3 meses sem PMO, justamente no final de 2015. Isso sem bloqueadores, sem e-book, sem nada. A minha suposição fora que, teoricamente, eu escolhi um curso que eu gostava, que me identificava, porém o rendimento na faculdade foi bastante medíocre. Isso porquê, nesse tempo, eu não sentia motivação para vencer barreiras, motivação para parar, aprender, se esforçar… Eu estava já me anestesiando com o vício. Nem sei como passei nas cadeiras, pra falar a verdade.

Minha rotina era ir pra faculdade de manhã, voltar de tarde, bater uma punheta, e estudar. Abrindo um parênteses aqui, a parte de minha rotina que era Estudar, quando existia, era bem medíocre. Eu tentava estudar, mas a concentração era baixíssima, meu rendimento nos estudos era muito baixo; passar 1h estudando era quase um martírio, eu ficava ansioso para que desse logo essas 1h e eu cumprisse com a minha obrigação. Com isso, estudando pouco, baixa concentração, sem determinação, meu rendimento era, oh, uma bosta. Foi nesse período que eu reprovei minha primeira cadeira da faculdade.
Não vou demonizar meu vício em Pornografia, para não exagerar nas proporções, mas sei que se existiu uma variável que afetou consideravelmente meu rendimento nos estudos foi o fato de eu ter implicitamente acrescentado à minha rotina uma sessãozinha de Pornografia. E olhe que o meu relato é só mais um, no meio de tantos outros que eu já li atestando a mesma coisa. Foi o vício em Pornografia, eu diria, o responsável por entre 85 a 90% desse minha fase. Estamos falando aqui do ano de 2015. Primeiro Ponto.

O meu objetivo, naquele momento, era me informar e mudar de hábito. Como mudança prática, toda noite antes de dormir eu lia a Bíblia por pelo menos 15 minutos, o que era muito bom. Tanto por que era uma atividade em substituição à Pornografia, quanto porque eu lia a Palavra de Deus. Passei, como disse, cerca de três meses sem PMO. Sem bloqueadores, sem nada. Só força de vontade mesmo.

Segundo Ponto.

Sem bloqueadores, sem um método, sem o relato dos outros ex-usuáros, a coisa não deu muito certo. Em março eu recaí, e simplesmente não conseguia me livrar desse vício. Voltava, aos poucos, a ver pornografia uma vez na semana, duas vezes na semana, quatro, seis, todo dia. Era a frequência aumentando e o conteúdo sendo cada vez mais pesado. Eu ia escalando para gêneros mais pesados, de vídeos de lésbicas, para categorias cada vez mais pesadas. Nisso, eu estava no 3º período da faculdade, prestes a concluir meus quatro anos do curso de italiano, que eu gostava e gosto pacas de estudar [me dá um tesão danado…].

O que é que o meu curso tem a ver com o vício? Tem muito a ver, pois na cerimônia de conclusão – que foi com minha turma que só tinha senhorinhas simpáticas e um homem, simpático também, que tem a idade pra ser meu pai – eu cheguei na Escola e estava super ansioso, nervoso, preocupado, mas o que me estranhava era justamente o fato de eu estar nervoso, ansioso, preocupado, em um nível que eu nunca tinha sentido antes.

Incomodava-me muito também o fato de eu observar a minha professora como um objeto, e não como uma mulher realmente. Ela era super simpática, delicada, loirinha de olhos azuis. Isso me incomodava, ao ver aquela “menina” jovem, legal, simpática, mas que eu só conseguia enxergar como uma extensão da Pornografia, sendo tentado a olhar pros peitos, bunda, etc. Parecia que eu era um animal, que não controlava os impulsos.

Na cerimônia, eu estava super ansioso. Tivemos uma foto do grupo, e eu simplesmente não conseguia sorrir, pois estava quase que paralisado, e isso nunca tinha acontecido antes comigo. Eu sou tímido, mais na minha, porém a esse nível de timidez eu nunca tinha chegado antes.
Isso foi há uma/duas semanas antes do meu fundo do poço, dia 24 de setembro de 2016. O segundo ponto que me fez ter certeza que pornografia fazia mal, e que eu tinha que parar, fazer o que fosse preciso.

O encontro com o site Vicio em Pornografia Como Parar

No dia seguinte, sem mesmo saber, eu começava o meu primeiro Reboot, sem imaginar que precisava instalar os bloqueadores, ler o ebook, e tals. Passei uns 10 ou 15 dias sem os bloqueadores, até que me convenci que precisava instalá-los como uma parte do processo de restauração. Notei os primeiros sintomas positivos no Reboot: maior concentração ao estudar, mais disposição ao acordar e ao longo do dia, maior confiança com as mulheres, ansiedade muito mais controlada, sem falar nos benefícios que eu não me lembro. Os primeiros dias não foram muito entediantes, pois com duas semanas depois do meu fundo do poço, eu estava indo para um encontro de jovens próximo de minha cidade, onde discutimos sobre religião, política, sociedade, e vários outros temas, sob uma perspectiva cristã, sempre dialogando com aqueles que não compartilham necessariamente dessa mesma fé.

Na volta, eu já percebia o quanto que parar por três semanas de consumir pornografia produziu na minha vida. A autoestima estava bem melhor, minha disposição lá em cima, minha concentração idem, e não tinha como eu não perceber que isso se dava em virtude do desligamento com a pornografia.

Fiquei ao todo 33 dias sem PMO, quando eu cai consumindo uma sessão de pornografia na noite de uma terça, e mais duas sessões de P na minha do dia seguinte. Eu me enganava pensando que precisava lançar pra fora toda energia sexual acumulada durante esses 33 dias, o que no fundo só me gerou mais arrependimento e insatisfação. Procurei não desanimar, porém, lendo os relatos do e-book e o capítulo do livro que fala sobre as recaídas, um momento que a gente não pode nunca desanimar. Pra me levantar foi difícil, fiquei com a vontade de masturbar com Pornografia por uns quase 10 ou 15 dias, e depois disso foi passando. Foi durante esses dias iniciais do meu segundo Reboot que eu tive uns sintomas levemente depressivos, pois num domingo eu estava muito triste, me sentindo sozinho e eu não conseguia sair de minha cama nem conseguia fazer nada. Era também um momento que eu precisava desabafar com meu pai, pois eu havia me lembrado que ele tinha me estimulado para ver pornografia quando eu era um pouco mais jovem, o que me deixou bastante triste ter me lembrado desse fato. No dia seguinte eu conversei com ele, falando sobre o vício em pornografia, sobre o fato de ele ter me influenciado a consumir pornô e acho que foi uma conversa saudável. Como eu não moro com ele, pois meus pais são separados, ele veio se encontrar comigo para almoçar e falar também das dificuldades que ele está passando em sua vida pessoal. Depois desse dia foi como se eu me sentisse restaurado. Uma coisa que eu não tinha vontade era de voltar a me masturbar, mesmo passando por essa bad que eu também nunca tinha experenciado antes. Aproximadamente uns 10 dias depois, tive uma nova bad semelhante à anterior, porém mais sutil, a qual eu pude gerenciar com mais tranquilidade e menos espanto.

Passados os 21 dias iniciais, foi como se eu tivesse tido um primeiro alivio, uma vez que os primeiros 21 dias são os mais difíceis de se passar. Daí eu diante eu senti que era necessário apenas administrar o meu Reboot.

Resumo dell’opera

Hoje, dia 28 de fevereiro de 2017, está fazendo 125 dias que eu estou sem consumir pornografia, e dando continuidade ao meu Reboot, na fase de manutenção, em Hard Mode. Sem Pornografia, sem masturbação, e sem sexo durante este período. Posso afirmar, seguramente, que o homem que sou hoje não é o mesmo de 4 meses atrás. Sinto, atualmente, mais vontade de viver e de lutar pelas coisas que quero conquistar na minha vida. Sei que a jornada não é fácil, mas o guerreiro está, cotidianamente, preparando-se para a batalha. Minha disposição está muito melhor; minha ansiedade com relação as pessoas diminuiu significativamente; tenho mais assertividade nas minhas escolhas; sinto-me como líder de mim mesmo; possuo um objetivo na vida, e lutarei por ele. Apesar de ainda saber que eu tenho uma certa dificuldade em lidar com as meninas, por certa timidez e um pouco de ansiedade ao vê-las logo de início, não deixo de observar os inúmeros outros benefícios que eu tive. Aprendi que, se nosso cérebro consegue se “reconstruir” ao longo da vida, através do fenômeno da plasticidade cerebral, sei que posso trabalhar essa minha pequena ansiedade e insegurança ao lidar com as mulheres, e melhorar neste aspecto. Nada que uma pesquisa e estudos bem feitos sobre comportamento feminino, sedução, e linguagem corporal, por exemplo, possam ajudar. Com uma dose significativa de esforço.

Eu, sinceramente, acredito que poderia melhorar ainda mais a minha participação aqui no Fórum, que é essencial para seguir bem na manutenção do experimento, que, acredito eu, foi muito bem sucedido. Não posso deixar de agradecer ao trabalho do Projeto, à contribuição do Toguro e do Magrão acerca do fenômeno do vício em pornografia com seus blogs. Como falara mais acima, foi o milagre que eu precisava em minha vida, e acabei percebendo que o milagre é uma construção que nós fazemos em nossas vidas. Não posso desconsiderar o esforço que eu fiz em ler, todos os dias, o e-book e me informar sobre o vício em pornografia. Portanto, também não digo ao amigo que chegou até aqui lendo meu relato que é fácil ou simples. Precisei mudar um hábito que eu fazia durante 6 ou 7 anos, e isso não é pouco, apesar de existirem Rebooters que estiveram viciados por bem mais que isso. E mesmo assim, tiveram muito sucesso também. A luta é cotidiana, não podemos nunca abaixar a rédea. Sempre atentos, desligando-se dos gatilhos que podem nos levar novamente ao vício. “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo.” (Filipenses 3; 13-14)

Depois dos meus 4 meses de Reboot, sei que só voltarei a consumir pornografia se eu consentir em fazer isso, e também se eu retornar a ver gatilhos de fotos de mulheres de biquíni e fantasiar com elas. Só farei isso se eu for muito irresponsável com todo o esforço que eu fiz durante esse curto período e, sinceramente, eu não quero voltar a consumir pornografia.

Acessar o meu diário / Data de minha última queda: 26/10/2016

“Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo.” (Filipenses 3; 13-14)

FOCO, FORÇA E FÉ!

  • Mário

    Cara me identifiquei muito com tua história. Tenho uma história de vida muito parecida com a tua. Tu tem gmail? Queria poder conversar com alguém sobre meus problemas com alguém por hangouts. Se for possível me adiciona lá: orlandoxd95@gmail.com