Mulheres viciadas em pornografia: Isso existe mesmo?

Por: Rafael Rossi
Por: Rafael Rossi

Psicólogo

mulher mexendo no notebook

É comum imaginar a pornografia associada ao homem, e ao seu estilo de vida, muitas vezes predatório. Porém, ainda que seja uma parcela menor, há muitas mulheres viciadas em pornografia, e isso é gravíssimo.

Pois, do conteúdo de sexo explícito que degrada o comportamento feminino até os diferentes tipos de abuso sexual, os vídeos trazem uma experiência que torna a mulher um objeto diante das fantasias sexuais, e esse tipo de acesso faz com que as pessoas normalizem o teor desse tipo de conteúdo.

Porém, nos últimos anos a questão do vício tem sido trazida à roda de discussão. Cada vez mais, o tabu do vício sexual, vício em masturbação e vício em pornografia se transforma em notícia, com estudos feitos para compreender o que isso significa, e qual o melhor tratamento para esse tipo de problema.

Por falar nessa questão, a pornografia pode prejudicar até mesmo o comportamento sexual, mas, principalmente o prazer relacionado ao ato. Não é à toa que ela está associada à compulsão, e que os problemas decorrentes disso acabam nas mãos de um profissional de saúde.

 

Como a pornografia afeta a vida das mulheres

mulher depressiva

A mulher é retratada pela pornografia como alguém servil, ou seja, ela está em cena para servir ao prazer do homem.

Na indústria pornográfica, esse tipo de comportamento é consequência da própria cultura de machismo, ao longo de séculos, que alcançou o audiovisual desde que ele foi criado.

Jamais, em momento algum, a natureza sexual da mulher foi retratada como é na vida real, como um ser humano com interesse sexual individual.

Ao contrário, pois a servidão fez com que o sexo feminino estivesse em cena para proporcionar orgasmo masculino, e isso a história da pornografia pode contar facilmente.

Por isso, durante todo o século XX, assistir pornografia esteve envolvido em diferentes tipos de absorção de conteúdo, com o consumo começando em figuras e em shows ao vivo, passando por revistas e outros tipos de literaturas, alcançando o ponto máximo nos anos 1980, com a popularização do home video.

Porém, foi com o boom da internet, e a banda larga do início do século XXI que o acesso a todo tipo de conteúdo e notícias se tornou ainda mais fácil, e a indústria pornográfica deu um salto enorme.

Hoje, os efeitos disso tudo nas mulheres vão muito além do que é o sexo: implicam em suas próprias preferências sexuais, enquanto são apagadas pelos homens em cena.

 

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O papel do homem

casal se olhando

Durante toda a história da pornografia, o consumo de todos os tipos de conteúdos afetou homens e mulheres de maneira diferente.

Pesquisadores da BBC News Brasil, por exemplo, já se atentaram a isso, pois, nos últimos 40 anos houve duas mudanças radicais e contrapostas: o avanço da pornografia e a degradação da imagem da mulher, e a sua libertação diante de todas as regras às quais era submetida pela sociedade.

Com todos os estudos levantados, os sintomas de uma sociedade doente começaram a aparecer, e os problemas sexuais despertaram a partir do comportamento do homem.

Em recente pesquisa realizada na internet, também pela BBC News Brasil, mais de 42% do público masculino alega sentir-se culpado após se masturbar assistindo a um vídeo pornô.

A proporção é bem diferente do público feminino, que contou com 79% de entrevistadas arrependidas.

Por isso, se existem sintomas de que a pornografia pode prejudicar tanto homens quanto mulheres, é porque a maioria entrou em acordo sobre o assunto.

Mas, mais do que isso, especialistas estão associando essa luta contra a pornografia e o comportamento predador masculino a disfunções sexuais, e isso pode ajudar.

Pois, a partir do momento em que um indivíduo muda o seu comportamento, ele dá o ponto de partida e se torna um pedaço da mudança.

 

O papel da mulher

mulher relato

Em toda essa história de pornografia e de quem é culpado ou não, a indústria continua produzindo, e encontra na internet sua principal aliada.

Por isso, os efeitos causados pelo consumo excessivo de pornografia pegam em cheio o mundo moderno pela ansiedade, que dá gatilho a diversas doenças.

Neste caso, o papel das mulheres é o de resistir, e ele é muito mais difícil do que parece. Enquanto o mundo luta por uma doença associada à compulsão sexual, elas precisam lutar por simplesmente serem mulheres. Não soa absurdo para você?

Assim, nada mais justo do que trazer o elefante branco à discussão: mulheres também podem ser viciadas na pornografia? Sim, com certeza!

 

O que o vício em pornografia significa?

mulher pensativa

Como qualquer vício, o vício em pornografia significa grave dependência emocional a algo, que se transfere ao físico também.

Então, quando a pornografia entra em questão, o sexo fica de lado, o que soa irônico, mas tem muito mais a ver com a ausência do prazer sexual do que com a educação sexual em si. Vamos te explicar.

Quando alguém tem consumo excessivo de pornografia, e a pior ferramenta para isso é o mundo online, com a internet e suas redes sociais, e-mail e outros tantos meios, o primeiro passo é a troca da realidade pela fantasia.

Ou seja, a partir do momento em que o gatilho é acionado, qualquer ser humano inicia sua dependência e passa a acessar mais do que uma vez ou outra.

Com a masturbação e o fácil acesso à internet, o vício se desencadeia a partir dos primeiros vestígios de compulsão, então, a troca começa a ser feita: o sexo é deixado de lado pelo estímulo individual e prazer instantâneo.

Na maioria dos casos, isso acontece de forma discreta, mas, se você já ouviu alguma história de alguém que acessou pornografia no trabalho ou no transporte público, por exemplo, de alguma forma essa pesquisa por conteúdo explícito não é normal, não é mesmo?

E o que é normal? Segue uma concepção das pesquisas da BBC News Brasil…

Em se tratando de pornô, quase nada. Mas, se o acesso é feito uma vez ou outra, ainda que não seja algo real e, portanto, continue explorando o corpo feminino, não há indícios de vício.

Quando ele acontece, é necessário identificar que a pornografia se tornou algo muito mais sério.

 

Como identificar o vício em pornografia?

mulher no computador

Identificar alguém viciado em pornografia tem a ver com os próximos sinais da adição (vide teste de vício em pornografia).

Quando a pessoa troca o sexo pelo pornô, pode ser que esteja passando por um processo de ansiedade, mas essa é uma porta de entrada difícil de lidar.

Como a pornografia é normalizada, o vício pode demorar muito a ser reconhecido. Por isso, se você identifica, tanto homens quanto mulheres que trocam as relações sexuais para assistir pornografia, é hora de iniciar o diálogo.

Em consequência, a procura por profissional de saúde deve começar, e a forma de lidar com isso precisa ser algo contínuo, mas cuidadoso.

Se o vício for identificado, é bem provável que a pessoa entre em estado de negação.

Outro passo que pode ocorrer é a troca do convívio social pelo isolamento em prol da masturbação e do consumo de pornografia.

Quando isso ocorre, o tratamento é emergencial, e o indivíduo viciado em pornografia pode contar tanto com o Sistema Público de Saúde quanto com atendimento particular.

 

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A pornografia não é algo natural do convívio em sociedade?

criança no computador

Falar do SPS, ou do Sistema Público de Saúde, é delicado, porque boa parte das pessoas ainda não enxerga o vício em pornografia como algo grave.

Aliás, não enxerga como algo real. Por isso, a forma de lidar com isso depende da experiência do médico ou do psicólogo em questão.

O grande problema dessa relação social com a pornografia é que ela foi normalizada há décadas. Mas, por mais que seja uma válvula de escape da realidade, qualquer ser humano depende de uma relação sexual saudável para conviver em harmonia com seus semelhantes.

Desta forma, tal normalização é prejudicial não só às expectativas criadas, como também por passar da conta e causar diversos transtornos.

 

Como a mulher é vista e usada sob a ótica da pornografia?

mulher refletindo

Como você já deve ter entendido a mulher é vista de forma bem diferente sob a ótica da pornografia, principalmente a partir de qualquer vídeo da internet.

Com isso, uma vez que a sociedade aceitou essa diferença, é bem difícil se desvencilhar dela.

Porém, é necessário relacionar o desejo sexual feminino de forma diferente dos homens.

E isso nos leva a outra questão, ainda mais séria, e que causa problemas que vão do preconceito à concepção errônea de sexualidade: a identidade de gênero, e como ela é retratada de forma diferente entre homens e mulheres.

Dentro da pornografia, existe tal tipo de abuso que a identidade é tratada, muitas vezes, como fetiche.

Uma rápida pesquisa conta ao leitor que pessoas são bem diferentes entre si, e que a maioria não enxerga isso porque certos aspectos foram normalizados, seja pelo contato com o sexo oposto, ou pelo uso do pornô como ferramenta heterossexual e só.

 

O que a pornografia influencia na vida sexual?

casal de braços dados

Ainda para homens e mulheres, a pornografia influencia a vida sexual de forma grave, ao contrário do que é vendido: de que o pornô é apenas um estimulante para o sexo e para a intimidade de um casal.

Para os homens, a pornografia surge como uma companheira, e eles a utilizam para relaxar de um longo dia de trabalho, sair da vida real por alguns instantes e, em alguns casos, para contornar problemas sexuais. Por isso, é cada vez mais comum a existência de maridos viciados em pornografia.

Por sua vez, as mulheres aderem à pornografia como um pedaço de tudo isso, mas há algo a mais: muitas vezes a exploração da própria sexualidade é restrita às mulheres na adolescência, e o contato na fase adulta surge como uma forma de compensação, da curiosidade em assistir a pessoas realizando atos sexuais.

Assim, a pornografia pode preencher diversas lacunas sociais, mas o velho pornô tem papel fundamental em problemas relacionados a disfunções sexuais, e as mulheres se tornam vítimas, mesmo que sejam minoria, de forma ainda mais grave.

 

A masturbação é algo à ser condenado ou está tudo bem?

mulher comemorando

A vida das mulheres que tem o vício em pornografia é delicada, porque se o caso existente entre os homens já é visto com maus olhos, o que dirá sobre as mulheres.

Porém, antes mesmo de falarmos sobre isso, é necessário avaliar um tabu social: a masturbação é algo ruim?

De acordo com preceitos religiosos, sim. Mas o uso de camisinha também é. Então, é necessário trazer um olhar diferente, que vai além das questões religiosas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, existe a discussão levantada por Neelam Tailor sobre o quanto as mulheres estão sofrendo com esse assunto, e ela conta, em um depoimento emocional, sobre as questões que passou em sua vida, e o quanto há discriminação às mulheres.

Mas, ainda mais do que isso, Neelam Tailor trouxe a questão do vício em pornografia, e como os homens são enxergados como os detentores desse “direito”.

O sexo, aliás, sempre é falado por ela como algo que indevidamente não pertence às mulheres, e suas questões sobre empoderamento contam muito para que outras mulheres tenham o conhecimento em mãos.

Portanto, quanto a condenar ou não a masturbação, cabe ao indivíduo reconhecer o ato como um pedaço de sua intimidade.

Porém, quanto às questões de gênero e de identidade, mulheres e homens acessam pornografia e, em ambos os casos, existem problemas relacionados ao sexo.

A questão é que a condenação à masturbação para as mulheres não é uma opinião, e sim imposição, e esse princípio está errado.

 

Existe vício em masturbação?

mulher viciada em pornografia

Do mesmo jeito que existem motivos para que o vício em pornografia ocorra, também existe o vício em masturbação.

Porém, neste caso, ele pode ser atrelado quase sempre ao pornô, mas, sem esse gatilho, pode ocorrer normalmente durante o sexo.

Por isso, não tem jeito: a pornografia mais uma vez entra como parte causadora da situação, e ela traz consigo uma conta muito pesada: a de que o sexo pode ficar em segundo lugar quando esse tipo de vício ocorre.

Porém, se tratada como pedaço do sexo, e não como parte de uma situação individual de estímulo artificial, tanto as mulheres quanto os homens podem se beneficiar disso.

 

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Conheça o movimento NoFap

mulher plena

Como existe o sol, também existe a lua; o dia e a noite e assim em diante. Ou seja, sempre haverá um contraponto que discute o que é ou não saudável. Neste caso, o movimento NoFap traz a discussão à tona para os homens, mas também afeta o sexo masculino.

Tudo começou em 2011, quando em um site especializado em fóruns, o Reddit, trouxe a discussão à tona. Como o conteúdo é livre e não há nenhum tipo de censura, houve comentários sobre o quanto a masturbação dos homens estava prejudicando suas vidas sexuais, e causando problemas ainda mais sérios no sexo, como disfunção erétil.

Ali, o termo associado foi o NoFap, que significa “sem punheta”, ou seja, um desafio para que os homens não praticassem a masturbação, e cuidassem mais de suas vidas sexuais. Porém, o desafio se transformou em uma grande discussão que, mais tarde, ganhou a alcunha de movimento.

Hoje, o NoFap é praticado por homens do mundo inteiro, que se reintegram à não-masturbação como retenção seminal, readequação hormonal e melhor desempenho sexual, inclusive trazendo vertentes que afirmam que o NoFap ajudou na correção de questões como a disfunção erétil, ejaculação precoce e ejaculação retardada.

 

O que é o NoFap September e como ele funciona?

mulher qualidade de vida

Além de toda a proposta de um desafio que visa, também, ajudar no vício em pornografia, o movimento ganhou o NoFap Setembro. Após estudos de diversos tipos, pesquisadores do Reino Unido chegaram à conclusão de que muitas pessoas estavam precisando lidar com o vício em pornografia em um tratamento.

Por isso, um novo olhar surgiu: as pessoas perceberam que o NoFap poderia auxiliar na contenção do vício em masturbação, e também em pornografia, como um estudo individual para refletir o quanto o vício está prejudicando outros aspectos da vida. E isso não só no Reino Unido, como no restante do mundo.

Não é à toa, portanto, que o NoFap September traz uma reflexão justamente no mês mundialmente reconhecido por trazer campanhas de prevenção ao suicídio. Pois, sim, há estudos de que, sem o tratamento adequado, esse tipo de vício, tão silencioso, pode causar transtornos que ultrapassam a ansiedade grave, e chegam à depressão.

 

Como o NoFap influencia a vida das mulheres?

mãe e filha

Mas, ainda que suas atitudes sejam nobres, o que o NoFap tem a ver com as mulheres?

O vício em pornografia, o vício em sexo, as compulsões sexuais. Há muito mais por trás da mente e da vida das pessoas do que outras tantas enxergam.

Apesar de seu significado, o NoFap influencia as mulheres ao trazer a discussão do vício em pornografia, o vício em sexo e a identificação com os mesmos problemas sociais e psicossomáticos pelos quais os homens passam.

 

8 verdades sobre o vício em pornografia e seus males

vício em pornografia

Para te guiar por esse caminho de reconhecimento dos males da pornografia para as mulheres, vamos te apresentar 8 verdades sobre o vício, e sobre como ele influencia tanto no sexo quanto no consumo de pornografia em si

1. Pornografia não é natural

Natural é o relacionamento entre pessoas, e o jeito de o ser humano buscar na sexualidade a resposta para os seus anseios.

2. O acesso a conteúdo explícito só piorou

Com a tecnologia, o acesso se tornou ainda mais fácil, e o sexo instantâneo com a pornografia em todos os cantos dificultou o relacionamento entre as pessoas.

3. Como a banda larga é uma grande vilã

Contudo, foram o 4G e o 5G, os grandes responsáveis pela disseminação ainda mais rápida da pornografia.

4. O comportamento masculino se tornou mais agressivo

Com o embasamento na pornografia, os homens se tornaram mais agressivos, pois buscaram reflexo no pornô.

5. As mulheres se cansaram do assédio, e ele nasceu com a pornografia

As pessoas muitas vezes não enxergam isso, mas o assédio contra as mulheres muitas vezes é normalizado porque é isso o que acontece dentro da pornografia.

6. O feminismo luta contra a pornografia desde sempre

O feminismo sempre lutou contra a pornografia, e hoje nomes como Erica Garza estimulam as pessoas a agirem.

7. A dor de quem é usada como objeto

Ainda sobre Erica Garza, a escritora é responsável por diversas questões relacionadas ao assédio, e como isso se transforma em tratamento depois.

8. O perigo aumenta em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro

Em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro, ou outras capitais, o assédio é ainda mais comum, e o acesso à pornografia também. Não é à toa que ali está o Instituto de Medicina Psicossexual.

 

Mulheres que são viciadas na pornografia: como lidar e o que fazer?

Seja como for, as mulheres acabam lidando com a pornografia de diversas maneiras. Por um lado, elas precisam enfrentar as consequências da pornografia em suas vidas, e como a sociedade as enxerga.

Por outro, também são vítimas do vício em pornografia, e isso significa que o contato delas com esse tipo de material precisa ser alarmado.

Tratamento médico é o passo mais óbvio, mas orientações como a deste artigo podem servir de primeiro passo para o reconhecimento do caso. Feito isso, terapia continua sendo a melhor opção.

Não existe motivo para se envergonhar, muito menos se culpar. A culpa não ajuda em nada, e aqui é necessário enxergar além da caixa, e trazer a situação à tona para que seja enfrentada.

Ou seja, se você é uma mulher que enfrenta esse modelo de situação, a leitura até aqui lhe serve como motivação para mudar, e buscar ajuda, e encontrar outro caminho longe do vício.

Porém, se você tem contato com uma mulher nesta situação, de vício e de culpa, é necessário encontrar o seu suporte e ser o braço e o ombro amigo, a direção para que a mudança aconteça.

Assim, a partir de agora você encontra a motivação correta: com um profissional da saúde para mudar e melhorar.

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