Vício em sexo: Causas, Tratamento e Sintomas

Por: Rafael Rossi
Por: Rafael Rossi

Psicólogo

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Sexo geralmente não é um problema para a maioria das pessoas, mas pode se tornar uma obsessão para alguns. O termo “vício em sexo” é usado para descrever  comportamento das pessoas em que o sexo deixou de ser saudável e passou a trazer sérios prejuízos para a vida delas.

Para entender melhor o que está por trás deste fenômeno e descobrir se você está viciado em sexo e também saber quais as diferenças entre o Vício em Sexo e o Vício em Pornografia, continue lendo este artigo completo que elaboramos pra você.

Neste artigo, você irá descobrir:

 

O que é o vício em sexo?

O vício em sexo é uma condição na qual o indivíduo não consegue controlar o seu comportamento sexual.

Pensamentos sexuais persistentes afetam a sua capacidade de trabalhar, manter relacionamentos saudáveis e realizar suas atividades diárias.

Comportamentos típicos incluem: masturbação compulsiva, uso persistente de pornografia, exibicionismo, voyeurismo, atos sexuais extremos e incapacidade de resistir a impulsos sexuais.

Uma pessoa viciada em sexo é obcecada por sexo ou tem um desejo sexual anormalmente intenso.

Seus pensamentos são dominados pela atividade sexual, a ponto de afetar suas outras atividades e relacionamentos.

Com o tempo, esses impulsos se tornam incontroláveis e a pessoa passa a ter dificuldade em funcionar em situações sociais.

Em alguns casos, uma pessoa com uma vida sexual saudável e prazerosa pode desenvolver uma obsessão por sexo e se sentir estimulada por atos e fantasias que a maioria das pessoas não considera aceitáveis.

Em alguns casos, a pessoa pode desenvolver até distúrbios parafílicos, como a pedofilia, por exemplo.

Outros termos para o vício em sexo são: dependência sexual, hipersexualidade e comportamento sexual compulsivo.

O vício em sexo é também conhecido como ninfomania em mulheres e satiríase em homens.

Apesar do vício em sexo compartilhar algumas características com o vício em substâncias, como drogas e álcool, a pessoa viciada em sexo está viciada em uma atividade e não em uma substância.

Estima-se que apenas nos Estados Unidos, 12 a 30 milhões de pessoas possuam o diagnóstico de vício em sexo e essa condição afeta tanto homens como mulheres.

 

6 Famosos Viciados Em Sexo

O vício em sexo apesar de ser mais raro que o vício em drogas ou o vício em pornografia é um problema real pelo qual muitas pessoas estão passando.

Com a intenção de desmistificar este problema e ajudar as pessoas que estão em sofrimento, selecionamos aqui 6 casos de celebridades e figuras públicas que já admitiram estarem viciadas em sexo e que agora estão realizando tratamento para lidar com esse distúrbio.

 

1 –Hugh Grant

Famoso pela quantidade de filmes e por ser um dos maiores galãs de Hollywood, teve seu problema escancarado para a mídia e chegou a ser preso por estar em companhia de uma garota de programa praticando um ato sexual no meio da rua.

Esse fato causou grande repercussão, fazendo com que o ator assumisse seu vício em sexo publicamente em um programa de televisão. Durante anos, o ator ficou em tratamento e até hoje sofre sequelas do vício.

 

2 – Lindsay Lohan

Uma das atrizes mais bonitas de Holywood, segundo o que já foi divulgado pela impressa, Lindsay era ninfomaníaca, além manter o vício em drogas.

Durante diversas vezes, ela foi internada para tratamento contra as drogas e transferiu seu vício para o sexo. Os médicos e psicólogos que tratam a atriz, afirmam em reportagem, que ela teve envolvimento com mulheres dentro da clínica apenas para satisfazer seu vício.

 

3-Michael Douglas

Michael Douglas foi um dos primeiros que se declarou dependente de sexo.

Já em 2000, sua esposa, Diandra Luker, se separou dele por causa de suas constantes infidelidades. Dizem que seu apetite sexual era tão intenso que precisava desafogar durante as filmagens, nos descansos entre as cenas.

Douglas foi internado em várias ocasiões em clínicas especializadas para lugar contra seu transtorno. Até que em 2013 chocou o mundo ao revelar que sofria de câncer de garganta e que a culpa era sua “adoração por praticar o sexo oral”.

Segundo hipóteses médicas, o detonador de sua doença pode ser o HPV, o papilomavírus humano, que em muitas ocasiões está associado à prática do sexo oral.

Felizmente, atualmente o ator está curado, tanto do câncer quanto da dependência de sexo.

 

4-Britney Spears

Segundo o seu biógrafo, Britney Spears tinha um enorme apetite sexual e nas turnês se enchia de álcool e drogas para mergulhar em banheiras de hidromassagem e camas redondas onde fazia de tudo: Sexo com mulheres, trios, orgias.

O ex-funcionário garante que a estrela chegou a assediá-lo sexualmente, e ela mesma admite no documentário I Am Britney seus excessos amorosos.

Atualmente, a cantora ainda está lutando com seu vício que, segundo ela, está associada a uma desordem bipolar com picos de euforia que a empurram à ninfomania. Para evitar tentações, proibiu os dançarinos de sua turnê de fazerem sexo e beberem álcool.

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5-Robert Downey Jr.

Durante os anos 90, Robert Downey Jr. foi um dos atores mais perseguidos pelos paparazzi por causa de sua vida em Los Angeles, repletas de sexo e drogas.

Há pouco tempo revelou que era viciado em sexo. Atualmente, Robert é casado e está curado da condição: “Agora sou um homem casado e meu casamento é sagrado para mim. Os homens sempre querem sexo, mesmo que tenham namorada. Mas eu não sou mais assim”.

 

6-Tiger Woods

Depois de contínuas infidelidades à sua mulher, Tiger Woods finalmente admitiu em 2009 que era viciado em sexo.

Os escândalos representaram um momento de baixa na carreira de Tiger. Muitos patrocinadores retiraram seu apoio e ele teve de aguentar que marcas de apetrechos eróticos lançassem preservativos com seu nome.

Arrependido, o esportista ingressou em uma clínica em 2010, onde era terminantemente proibido manter relações sexuais, bem como fazer uso de pornografia.

 

19 sinais de que você está viciado em sexo

Algumas tentativas de definir as características de alguém viciado em sexo foram baseadas na literatura sobre dependência química.

Um homem viciado em sexo pode compartilhar os mesmos sistemas e circuitos de recompensas no cérebro do um homem viciado em substâncias ou vício em pornografia.

No entanto, as pessoas diagnosticadas com vício em sexo podem ser dependentes de diferentes tipos de comportamento sexual. Isso torna a condição mais difícil de definir.

Algumas atividades associadas à uma pessoa viciada em sexo podem incluir:

  1. Masturbação compulsiva.
  2. Múltiplos parceiros sexuais e encontros de apenas uma noite.
  3. Uso persistente de pornografia (vide abaixo a diferença entre vício em sexo e vício em pornografia).
  4. Prática de sexo sem preservativo.
  5. Prática de Cibersexo (chat de sexo, sexting, etc).
  6. Fazer sexo com prostitutas ou então se prostituir.
  7. Exibicionismo.
  8. Voyeurismo.

Outros Comportamentos e atitudes de alguém viciado em sexo podem incluir:

  1. Incapacidade de conter impulsos sexuais e respeitar os limites dos outros.
  2. A atividade sexual não satisfaz emocionalmente o indivíduo.
  3. Obsessão em atrair os outros, estar apaixonado e começar novos romances, muitas vezes levando a uma série de relacionamentos.
  4. Sentimentos constantes de culpa e vergonha.
  5. Consciência de que os impulsos são incontroláveis, apesar das consequências financeiras ou sociais.
  6. Falha recorrente em resistir a impulsos de praticar atos sexuais extremos.
  7. Envolvimento em comportamentos sexuais por mais tempo do que o que realmente gostaria.
  8. Várias tentativas de parar, reduzir ou controlar o comportamento, sem sucesso.
  9. Tempo excessivo de energia gastos em obter sexo, ser sexual ou se recuperar de uma experiência sexual.
  10. Desistir de atividades sociais, relacionadas ao trabalho ou recreativas por causa do vício em sexo.
  11. Sintomas de abstinência quando não consegue alimentar o vício (raiva angustia, ansiedade, inquietação).

Estudos demonstraram também uma forte ligação entre o vício em sexo e a tomada de risco.

Ou seja, uma pessoa viciada em sexo, tende a persistir em assumir riscos, mesmo que possa haver consequências para a saúde, como infecção sexualmente transmissível (DSTs), lesões físicas ou consequências emocionais.

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6 Consequências do Vício em Sexo

O vício em sexo, quando não tratado, pode deixar o indivíduo com várias sequelas, abaixo as 6 principais:

  1. Sentimentos intensos de culpa e baixa autoestima.
  2. Desenvolvimento de ansiedade e depressão severas.
  3. Problemas de relacionamento familiar e separações.
  4. Problemas financeiros.
  5. Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
  6. Prática de ato sexual ilegal ou publicamente perturbador, como no masturbação em público ou exibicionismo, por exemplo.

 

Quais as causas do Vício em Sexo?

As causas do vício em sexo ainda não estão muito claras.

A principal hipótese é que o vício em sexo, assim como o vício em pornografia tenha origem no centro de recompensas do cérebro. Pode ocorrer quando certas partes do cérebro confundem respostas de prazer com mecanismos de sobrevivência.

O mesencéfalo é a parte do cérebro que lida com o sistema de recompensa do corpo e os instintos de sobrevivência.

Como a atividade sexual cria uma onda de dopamina, a substância química do bem-estar no cérebro, isso desencadeia a sensação de prazer.

O mesencéfalo então confunde essa sensação de prazer como central para a sobrevivência.

Outra possibilidade é que, em pessoas com dependência sexual, o córtex frontal, ou o centro de lógica e moralidade do cérebro, esteja prejudicado.

Estudos em ratos ligaram lesões de uma parte do cérebro chamada córtex pré-frontal medial (mPFC) com comportamento sexual compulsivo. Isso pode lançar alguma luz sobre as causas do vício em sexo em humanos.

Alguns estudos descobriram uma maior frequência de comportamento sexual compulsivo em pessoas de famílias disfuncionais. Uma pessoa viciada em sexo também é mais provável que tenha sido abusada do que outras pessoas.

Um número significativo de pessoas que se recuperam do vício em sexo relataram algum tipo de vício entre os membros da família.

 

Como saber se estou viciado em sexo?

Os sintomas do vício em sexo podem assemelhar-se aos de outros vícios, mas os critérios diagnósticos para o vício em sexo continuam em discussão.

Por esse motivo, existem diferentes conjuntos de critérios para saber se você está viciado em sexo ou não.

O vício em sexo não é um diagnóstico formal, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (DSM-V) da Associação Americana de Psiquiatria (APA), devido à falta de evidência que sustente sua existência como uma condição.

No entanto, a Classificação Internacional de Doenças, Décima Edição (CID-10) fornece uma categoria na qual o vício em sexo pode se encaixar:

“F52.8: outra disfunção sexual não devida a uma substância ou condição fisiológica conhecida”.

Excesso de desejo sexual, ninfomania e satiríase estão todos incluídos nesta categoria.

Já o Instituto de Neurociência e Comportamento Humano, sugeriu em um estudo de 2012 que o vício em sexo está qualificado como um distúrbio de saúde mental. Segundo este estudo, para ser considerado viciado em sexo, um indivíduo deve:

“Experimentar fantasias sexuais repetidas, comportamentos e desejos por mais de 6 meses que não se devam a fatores como medicação, outra condição médica, abuso de substâncias ou episódios maníacos ligados ao transtorno bipolar “.

À medida que mais exemplos de dependência sexual e suas consequências surgiram, o transtorno tornou-se mais amplamente aceito como uma condição mental legítima.

 

Vício em sexo ou libido avançada?

Um outro desafio na hora de diagnosticar se você está viciado em sexo, é distinguir o vício em sexo de apenas um desejo sexual elevado.

Dois critérios principais podem ajudar os profissionais de saúde a fazer isso:

  1. Incapacidade de controlar o comportamento.
  2. Continuidade da prática do comportamento apesar dos danos causados por ele.

Um médico psiquiatra qualificado será capaz de distinguir entre uma libido avançada e um padrão de dependência em sexo.

Outros Critérios que podem ajudar a diagnosticar a condição, seriam esses:

  • Envolver-se com o comportamento prejudicial por um longo período de tempo e com uma intensidade ou frequência alta.
  • Ter um desejo persistente de reduzir ou controlar o comportamento, ou de fazer esforços sem sucesso para parar com ele.
  • Gastar muito tempo em atividades necessárias para planejar ou então se recuperar do comportamento.
  • Reduzir atividades sociais, ocupacionais ou recreativas por causa do comportamento.
  • Continuar o comportamento apesar de saber que é provável que ele cause ou agrave danos persistentes.

 

Qual a Diferença entre o Vício em Sexo e o Vício em Pornografia?

Muitas pessoas usam pornografia sem consequências negativas de curto prazo. No entanto, outras pessoas logo se tornam viciadas.

E quando se trata de atividade sexual, a maioria das pessoas viciadas em pornografia preferem o pornô a parceiros reais.

No entanto, a pornografia não é sexo, e as pessoas que são chamadas de “viciadas em pornografia” não devem ser rotuladas como “viciadas em sexo”, a menos que haja evidências sólidas para isso.

Segundo recentes estudos (BOTHE, 2018 e GOLA,2018), existem diferenças entre vício em pornografia e vício sem sexo. Por este motivo, pesquisadores propõem uma hipótese baseada na fisiologia para distinguir “viciados em sexo” de “viciados em pornografia”.

O que foi descoberto é que a compulsão e a impulsividade podem não contribuir muito para o vício em pornografia. Por outro lado, a impulsividade tem um papel central no vício em sexo.

Simplificando: o vício em sexo requer pessoas reais, está relacionado à traumas, compulsão e impulsividade, já o vício em pornografia exige uma tela de computador e variados estímulos e está relacionado à evolução e ao sistema de recompensas do cérebro.

Para entender como funciona o Vício em Pornografia, desde um ponto de vista neurocientífico e também diferenciá-lo do vício em sexo, recomendamos a leitura do nosso artigo completo sobre o assunto e também a realização do nosso Teste de Vício em Pornografia.

Outras diferenças chave é que pessoas que quando crianças, foram negligenciadas, abusadas, molestadas, estupradas ou expostas à violência ou sexualidade em tenra idade correm mais risco de desenvolver vício em sexo.

Essas pessoas usam o sexo como uma maneira de se automedicar para escapar, para amortecer sua dor psicológica de se sentir insegura e insuficientemente amada.

Já os usuários de pornografia que visitam nosso site muitas vezes não se encaixam nesse perfil, embora se identifiquem como viciados.

Outra diferença é que os viciados em sexo que se recuperam precisam de três a cinco anos e muito apoio psicológico para restaurar uma intimidade saudável em suas vidas.

Em contraste, os viciados em pornografia, mesmo os com sintomas graves, como a impotência induzida pela pornografia, podem se recuperar em questão de dois a quatro meses apenas realizando o tratamento.

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Por que viciados em pornografia preferem dizer e acreditar que estão viciados em sexo?

Muitas pessoas que na verdade acreditam que estão viciadas em sexo, na verdade estão somente viciadas em pornografia (mesmo que tentem imitar na vida real o comportamento que veem nos filmes pornôs).

É fácil confundir o vício em sexo com o vício em pornografia, pois o objeto viciante é aparentemente o mesmo. Mas tratam-se de distúrbios completamente diferentes.

O fato é que muitas pessoas gostariam de estarem viciadas em sexo e não em pornografia, porque é muito menos humilhante admitir que se está viciado em sexo do que em pornografia.

Vício em sexo é algo até glamurizado, como vimos anteriormente pela quantidade de pessoas famosas viciadas em sexo (será que algumas delas na verdade não estavam viciadas em pornô?).

Além disso, o Vício em sexo dá tatus porque passa a impressão que você é uma pessoa “insaciável” que “tem muito desejo” e que “não se satisfaz apenas com um parceiro”, etc.

Já o vício em pornografia é pejorativo, uma vez que em nossa cultura está associado com a “masturbação”, a “impotência” e o “fracasso” em conseguir parceiras (os) para fazer sexo. Por este motivo, as pessoas tem mais receio em admiti-lo.

No entanto, a verdade é que se você consome pornografia mesmo que em poucas quantidades, independentemente de você também fazer sexo real com frequência, é muito mais provável que você esteja viciado em pornografia e não em sexo.

Vício em sexo é uma condição real e realmente muitas pessoas possuem esse diagnóstico, mas isso é uma parcela ínfima da população. Enquanto o vício em pornografia é um problema de saúde em larga escala e, portanto bem mais comum.

 

Os perigos de se confundir Vício em Sexo com Vício em Pornografia

Agrupar o vício em pornografia na Internet e o vício em sexo sob o mesmo rótulo do vício em sexo faz com que o primeiro seja menos visível.

Como consequência, os profissionais de saúde tendem a diagnosticar erroneamente aqueles com sintomas de dependência por pornografia, o que, por sua vez, leva a um tratamento ineficaz.

Por exemplo, viciados em pornografia jovens e sadios com disfunção erétil podem receber remédios em vez de tratamento para lidar com o vício, o que não é nada eficaz neste caso.

Outros recebem tratamento para depressão, procrastinação ou problemas de concentração, em vez do vício em pornografia que pode estar na raiz de seus problemas.

Desta forma, podem passar anos alimentando o problema, sem o saberem.

 

6 diferenças entre o vício em pornografia e o vício em sexo

Abaixo mais algumas diferenças entre pessoas viciadas em pornografia e pessoas viciadas em sexo:

  1. Viciados em sexo se envolvem com pessoas reais; Viciados em pornografia da Internet se envolvem com uma tela de computador, mesmo que sejam casados ou façam sexo real de vez em quando.
  2. Viciados em pornografia são viciados em pixels, busca, novidade visual constante. Em contraste, viciados em sexo são viciados em novos parceiros, voyeurismo, fricção, sexo de risco, e assim por diante.
  3. O vício em pornografia na Internet é mais parecido com o vício em videogames do que o vício em sexo e muitas vezes, não avança para a atividade sexual real.
  4. Muitos usuários de pornografia pesada não ficam excitados por mulheres reais, nem mesmo mulheres que acham sexualmente atraentes.
  5. Viciados em pornografia na Internet frequentemente comentam que gostariam de ter uma namorada estável ou, se tiverem um companheiro, que querem responder sexualmente a ela. Viciados em sexo querem uma variedade de parceiros. Eles estão viciados em novas pessoas e não em novos pixels.
  6. Problemas de desempenho sexual como disfunção erétil, ejaculação precoce e outros, são uma queixa comum entre viciados em pornografia da Internet. Já não é muito normal ouvirmos sobre problemas de desempenho sexual entre pessoas viciadas em sexo.

 

Vício em sexo tem cura? Como tratar o Vício em sexo?

Diferente do Vício em Pornografia, no qual o tratamento está acessível à todos e é mais rápido de ser realizado (veja aqui como), o vício em sexo também tem cura, mas pode ser mais difícil de tratar.

Isso porque uma pessoa viciada em sexo frequentemente racionaliza e justifica seus comportamentos e padrões de pensamento. Pessoas com vício em sexo podem negar que há um problema ou então confundir a sua condição.

As opções atuais de tratamento visam reduzir qualquer desejo excessivo de se envolver em relações sexuais e encorajar o cultivo de relacionamentos saudáveis.

As seguintes opções de tratamento estão disponíveis:

Organizações de autoajuda, como Viciados em Sexo Anônimos oferecem programas de 12 passos para ajudar o indivíduo a autogerenciar o problema.

Programas de tratamento residencial estão disponíveis para indivíduos com vários transtornos de dependência. São programas de internação, durante os quais o indivíduo vive no local da instalação e recebe atendimento de terapeutas especializados.

A terapia comportamental cognitiva ( TCC ) fornece uma variedade de técnicas que ajudam o indivíduo a mudar seu comportamento. A TCC pode equipar uma pessoa para evitar recaídas e reprogramar comportamentos sexuais prejudiciais.

Prescrição de medicamentos, como o Prozac, podem ser prescritos para reduzir os impulsos sexuais, mas a droga ainda não foi aprovada para tratar esta condição.

O apoio de amigos e familiares é crucial para uma pessoa se recuperar de um vício. O vício sexual, devido à sua natureza comportamental, pode ser difícil de ser entendido e tolerado por outros, especialmente se já causou danos nos relacionamentos.

No entanto, uma forte rede de apoio ajuda a reduzir o comportamento destrutivo e o risco de recaída.

 

Referências:

BOTHE, Beáta et al. Revisiting the Role of Impulsivity and Compulsivity in Problematic Sexual Behaviors. The Journal Of Sex Research, [s.l.], v. 56, n. 2, p.166-179, 18 jun. 2018. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.1080/00224499.2018.1480744.

GOLA, Mateusz; DRAPS, Małgorzata. Ventral Striatal Reactivity in Compulsive Sexual Behaviors. Frontiers In Psychiatry, [s.l.], v. 9, p.1-2, 14 nov. 2018. Frontiers Media SA. http://dx.doi.org/10.3389/fpsyt.2018.00546

 

 

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